A grande acontecimento deste mês, com grande impacto
na comunicação social, foi sem dúvida a celebração dos vinte e cinco anos do
Pontificado do Papa João Paulo II. A comunicação social preocupou-se com o
estado de saúde do Papa, fazendo balanços e previsões de vida e sobretudo
previsões dos possíveis sucessores do Papa. Sobre este tema aconteceram grandes
reportagens, debates, muito tempo de antena.
O que parece contraditório é que apesar da orientação
da sociedade, onde os valores são relativizados e instrumentalizados, a figura
de João Paulo II impõe-se como o grande defensor da paz e da concórdia dos
povos; defensor da vida, tanto dos mais pobres, como das crianças, como do
planeta. “A defesa intransigente da liberdade e da dignidade fizeram deste
pontificado um verdadeiro exemplo para todos aqueles que combatem por estes
valores” sublinhou Durão Barroso na mensagem que enviou ao Santo Padre. "É
impossível não ficar tocado por aquele homem e a brancura das suas vestes” confessa
o Prof. Cavaco e Silva.
Onde reina o pessimismo, a desorientação, o medo da
morte, o terrorismo, o Papa foi e é, ao longo da sua vida o grande profeta da
Esperança, tão necessária à humanidade do nosso tempo. “Não interrompais esta
grande obra de amor do Sucessor de Pedro. Mais uma vez vos peço: ajudai o Papa
e quantos querem servir a Cristo, a servir o homem e toda a humanidade” disse o
Santo Padre.
Profeta da Esperança foi a Madre Teresa de Calcutá,
beatificada no dia mundial das Missões, que João Paulo II considera “uma das
maiores missionárias do século XX”. Num encontro com milhares de Missionários
da Caridade, o Papa ,comovido, sublinhou a actualidade da mensagem de Madre
Teresa de Calcutá: “Hoje mais do que nunca, surge como um convite dirigido a
todos. Toda a sua existência nos recorda que ser cristão significa ser
testemunha da caridade...O Senhor fez desta simples mulher, vinda de uma das
regiões mais pobres da Europa, um instrumento escolhido para anunciar o
Evangelho a todo o mundo, graças a gestos de amor quotidiano para os mais
pobres”.
Profetas da Esperança são todos aqueles que têm
coragem para servir e dar vida e anunciar o rosto de Cristo, como missionários
da paz e missionários da vida, como Teresa e Calcutá e muitos outros. Foi esta
urgência de profetas da Esperança que celebrámos no dia 19 de Outubro, dia
Mundial das Missões.
A comemoração de todos os fiéis defuntos que nos
preparamos para celebrar não é um dia de tristeza ou de aflição, mas um dia de
Esperança e de Eternidade. “Aqueles que não têm esperança afligem-se. Mas nós,
que somos filhos da esperança, alegramo-nos” diz S. João Crisóstomo. O Dia de
fieís defuntos é um convite a sermos profetas da Esperança com a nossa vida.
O Director