Nacional/Internacional

 

Queda de ponte no IC-19 nas mãos da Procuradoria-Geral da República

A Procuradoria-Geral da República deverá ser a próxima instância a analisar a queda de uma passagem pedonal no IC-19, ocorrida a 7 de Setembro, para apuramento de eventuais ilegalidades ou responsabilidades criminais no acidente que provocou três feridos.

O colapso daquela estrutura, junto ao Palácio de Queluz, foi já investigado pelo Instituto de Estradas de Portugal, que não encontrou responsáveis, e pela Inspecção-Geral de Obras Públicas que, pelo contrário, terá apontado o dedo tanto ao IEP, como ao empreiteiro responsável pela obra.

É o relatório deste último inquérito que agora deverá ser remetido à Procuradoria pelo ministro das Obras Públicas, Carmona Rodrigues.

 

Governo disposto a analisar novo modelo de financiamento das autarquias

Durão Barroso mostrou-se disponível para analisar com as autarquias a criação de um novo modelo de financiamento para os municípios, defendendo “um modelo ousado, criativo e inovador, que corresponda também às novas responsabilidades que o poder local virá a assumir no nosso país”.

Durão Barroso acredita que “só com a crescente responsabilidade financeira” haverá um poder local “capaz de, progressivamente, assumir funções que têm estado concentradas no Estado Central”.

O Chefe de Governo sustentou ainda que a questão financeira não deve reduzir-se ao endividamento dos municípios, reconhecendo, porém, que a consolidação orçamental “tem sido conseguida também com o esforço das autarquias”.

“Sabemos que isso é difícil. Tenho a experiência de governar com poucos recursos. É uma tarefa dura e exigente”, afirmou Durão Barroso, alertando, por outro lado, os autarcas que os montantes das dívidas das câmaras amortizados este ano poderão ser objecto de endividamento em 2004.

Ainda quanto ao OE 2004, o primeiro-ministro referiu que a proposta, já apresentada na Assembleia da República, prevê uma excepção no limite ao endividamento para os projectos com financiamento comunitário. “Não queremos que os bons projectos, com financiamento da União Europeia e com elevado potencial reprodutivo, deixem de ser efectuados em 2004 por razões de consolidação orçamental”, sublinhou.

 

 

Constituição Europeia: Berlusconi pede responsabilidades

O primeiro-ministro italiano e actual presidente da União Europeia, Sílvio Berlusconi, lançou um apelo aos dirigentes europeus para que assumam as suas responsabilidades, defendendo ainda a adopção da Constituição Europeia.

Berlusconi disse «esperar que cada um respeite as suas responsabilidades. Se em Dezembro não tiver sido adoptado o Tratado Constitucional, os cidadãos europeus vão perder a confiança nas instituições».

O responsável italiano referiu que, sem a adopção da Constituição Europeia, os cidadãos europeus «vão dirigir-se às urnas sem conhecimento do papel e das responsabilidades» dos eurodeputados, nas próximas eleições europeias, que decorrem em Junho de 2004.

«A Europa e os seus cidadãos apoiam um tratado Constitucional de muito alto nível e não podem aceitar compromissos que reduzam a capacidade europeia de tomar decisões», continuou.

Na sua intervenção perante os deputados do Parlamento Europeu, Berlusconi deixou ainda o apelo a uma Europa «cristã e civilizada» e à luta contra a imigração clandestina.

 «Devemos reflectir seriamente e exigir uma Europa cristã e civilizada, com capacidade de acolher quem procura melhorar o seu futuro», sublinhou o líder do governo de Roma.

 

Médio Oriente: ONU aprovou resolução contra “muro”

A assembleia geral das Nações Unidas aprovou, uma resolução onde é exigido que Israel suspenda a construção do «muro de segurança», na Cisjordânia, e que destrua os sectores já erguidos.

A resolução foi aprovada na assembleia geral da ONU por 144 votos a favor, contando ainda com 12 abstenções e quatro votos contra, estes últimos de Israel, Estados Unidos, Micronésia e Ilhas Marshall.

Este texto, ao contrário daquele que foi vetado há uma semana pelos Estados Unidos, não apresentava a possibilidade de ser vetado, visto que foi votado em assembleia geral.

A ONU entende assim que esta demarcação do muro «se desvia da linha do armistício de 1949 e está em contradição com disposições pertinentes da lei internacional». A resolução não é vinculativa, mas é considerada um reflexo da opinião internacional.

O acordo sobre o texto final foi assinado depois de várias horas de negociação para garantir o apoio da União Europeia.

Os palestinos aceitaram subscrever uma condenação aos atentados suicidas e também ao recente ataque à bomba na Faixa de Gaza, no qual morreram três norte-americanos.

Kofi Annan, secretário-geral das Nações Unidas, fica obrigado, daqui a um mês, a dar conta à assembleia geral da ONU de quais foram os passos dados por Israel para inverter a situação.

Se nada tiver sido feito, a resolução prevê outras iniciativas, no interior da ONU, para pressionar o governo de Ariel Sharon.

Israel acha que esta votação não passa de uma farsa humilhante. Telavive insiste que o «muro» é a melhor forma de impedir a entrada de terroristas no país e pode também trazer a paz que a região necessita.